Que professores precisamos?

Uma educadora é uma construção que se define e se desenvolve com sua própria comunidade. Cada território e cada escola têm sua realidade inter-relacionada graças a profissionais que possibilitam canais de participação com famílias, agentes sociais e instituições. Porém, é preciso levar a questão às escolas para falar de uma vez por todas com rigor de educação, e a questões como que infância, que educadores, que escola e que políticas, respostas se tecem em contínua adaptação às circunstâncias.

Que professores precisamos? Quais professoras e professores para quais meninas e meninos?

Trabalho em San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, dirigindo uma organização social chamada Melel Xojobal em uma pequena cidade de quase 200 mil habitantes. Em Melel, há 22 anos, acompanhamos meninas, meninos e adolescentes indígenas e suas famílias na promoção e defesa de seus direitos de bem viver. Com as meninas e meninos pequenos trabalhamos com 15 famílias no centro infantil “Arrumacos” e também levamos processos educativos para as ruas com meninas e meninos que acompanham suas famílias ao trabalho ou são trabalhadoras de feiras e espaços públicos.

De que infância estamos falando? Pensando com Irene Balaguer

Gostaria também de frisar que a minha contribuição está pautada no contexto escolar, com seus projetos em construção, seus constantes debates, e também, não ocultemos, suas incoerências pedagógicas. Mas ser professora já é isso, não?

De que infância estamos falando? Algumas contribuições de Paulo Freire para pensar a infância e a educação

Escrever sobre Paulo Freire é o melhor modo de fazer uma homenagem à Irene Balaguer. Nossa amizade nasceu da partilha de um duplo desejo: oferecer uma educação infantil, com qualidade/cualidade, e possibilitar um outro mundo para as crianças viverem. Mais de uma vez Irene expressou sua admiração por Paulo Freire e sobre a possibilidade de a América Latina revitalizar o pensamento europeu. A revista Infância – Latinoamericana significava a oportunidade de construir uma história de colaboração, de discussão, de transformação. Partindo do pressuposto comum de defesa dos direitos da infância, porém reafirmando as diferenças de território, tradição, cultura e valores.

De que infância estamos falando? Pensando com Irene Balaguer

Vamos começar esta mesa num dia que será muito intenso na reflexão pedagógica, no aprofundamento do pensamento político, social e pedagógico de Irene, que é o que nos une e hoje nos convoca. Discutir com ela tudo isso nos “vincula”, então vamos ver se somos capazes de nos “vincularmos” neste debate.

Trajetória de Irene Balaguer. Irene incansável

Irene Balaguer Felip, Professora, professora de professoras e professores, lutadora, defensora dos Direitos da Criança; sempre trabalhou pela Pequena Infância, escola pública e democracia. Sua voz ressoou em diferentes instituições e países.

História da revista. Revista Infancia Latinoamericana

IRENE
“Quem quer que nomeie, chama. E alguém vai, sem hora marcada, sem explicações, para o lugar onde o seu nome, dito ou pensado, o está chamando.
Quando isso acontece, tem-se o direito de acreditar que ninguém vai embora até que morra a palavra que esse chamado, ardente, lhe traz.”
Janela na memória (III). As palavras ambulantes. Eduardo Galeano. 1993.

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